Concorrem também nesta relação os exames de massa como os vestibulares, o ENADE, o Enem, o Saeb. Entretanto, para estas relações, concorre também a falta de recursos humanos que tenham domínio deste campo. A falta de profissionais com base sólida em avaliação educacional constituiu-se em um entrave referente à questão do domínio adequado do campo avaliativo e de seus avanços.
Entretanto, esta área só mereceu atenção e análise crítica há pouco tempo, se comparada à atenção a ela dada em outros países. Conforme Gatti (2001: 18), isto ocorreu
em razão das políticas educacionais, instituídas nacionalmente e, em alguns Estados, pela ampliação do debate sobre os problemas que envolvem a reprovação escolar das pessoas social e culturalmente desfavorecidas.
O desenvolvimento do campo avaliativo no Brasil se deu de forma truncada. Tal fato pode ser observado quando, nas primeiras décadas do século XX, devido à égide da psicometria, uma resistência no meio acadêmico, não se enfatizando a avaliação nas produções acadêmicas, dificultou-se ainda mais o seu fortalecimento enquanto campo de estudo e pesquisa.
Na década de 1960, as perspectivas tecnicistas são incorporadas no contexto das políticas desenvolvimentistas do período e, consequentemente, neste panorama, a avaliação. No final da década de 1970 e início de 1980, a avaliação é colocada sob suspeita, devido às discussões sobre o acesso dos alunos ao ensino superior e os vestibulares se constituírem em órgão seletivo.
Estas questões constituem-se em um entrave para a consolidação do campo avaliativo no país, uma vez que houve uma desqualificação dos processos avaliativos, principalmente pela incorporação dos testes objetivos.
Entretanto, no fim dos anos de 1980 e início dos anos de 1990, com a introdução de políticas educacionais, são questionados alguns dos pressupostos avaliativos, no sentido de estruturar um sistema nacional de avaliação da educação básica.